


Este blog tem como intenção falar de experiências gustativas, incursões na cozinha e declarações de amor...




Uma das coisas que me dão mais prazer de trabalhar no Rio de Janeiro, são os produtos que temos lá, no Rio é fácil encontrar legumes e verduras orgânicas, são muitos os produtores que estão a apenas alguns minutos de distância e tem a possibilidade de nos prover de verduras frescas todos os dias, colhidas ainda pela manhã.
Acabei de fazer o cardápio do Cria da Terra , restaurante recém inaugurado em Ipanema, onde pude usar e abusar de todos estes produtos. Um dos pratos que mais aprecio do Cria é a Salada fresca do dia. Mix das melhores verduras e legumes da horta, servidas com croutons ao molho cremoso de ervas.
O molho de ervas é feito com tofú, azeite extra virgem, mostarda, suco de limão, alho, ervas frescas (as que vocês mais apreciem), sal e pimenta à gosto.
Deliciosamente saudável e refrescante! Viva o verão!
Vergonha alheia.
Pois é, isto me fez desinteressar por completo, não só pela vergonha do outro mas a vergonha dos meus botões...Já sabia.
A mágica ficou clara, virou truque.
Sonhos que nos levam para um lugar que não é aqui...
Sempre tive inveja da Ginnie!!!
Um piscar de olhos.
A água seca, o fogo apaga, as digitais já se vão com o sabão e o resto com a decepção.
Foi...
Foi em bom tempo, em tempo de estar inteira.
Uma pitada de amor num coração aberto, pode causar uma explosão. A primavera chegou, dias frios e quentes, deu no i ching se há sinceridade haverá extraordinária boa sorte. Obrigada por seu cheiro em mim.
Hoje ao despertar, pulei da cama, 6 da matina! Animada e cheia de esperança, isso aqui não é um texto de auto-ajuda, nem mesmo uma tese sobre a felicidade, mas é incrível como tem dias que amanhecem ensolarados, os passarinhos cantam mais, o céu parece mais azul e tudo fica mais fácil. Sei que é uma questão de estado de espírito e que nem sempre o mar está para peixe, mas sei também que faz parte da felicidade ir ao encontro dela e agradecer, por isso celebro a vida que tenho!
Wrap de cogumelos, ratatuille e rúcula.
Em homenagem ao ratinho mais fofo do cinema!
Corte tudo em cubos, berinjela, cebola roxa, tomates, e abobrinha. Refogue nesta ordem, cada um em seu tempo, no azeite com alho amassado, quando estiver tenro tempere com tomilho, manjerona, sal e pimenta do reino, reserve. Salteie com azeite os cogumelos, shitake, shimeji e paris ou a sua preferência. Tempere com sal e reserve. Monte o sanduíche abrindo o pão folha (ou tortilha) e passando o cream cheese, depois coloque em fileiras os recheios, ratatuille, rúcula e cogumelos, enrole fazendo um canudo e sirva com molho pesto.
Bom dia!!! Lindo dia!!!
Ta cinza, nenhum pedacinho azul, o horizonte nao vejo, afinal Sampa nao tem...Depois de dias pensando na morte da bezerra, acordei para uma nova realidade, nova? Nem tanto! Na vida conheci a solitude.
"É quando estou só que a leitura faz mais efeito e a escrita flui com naturalidade. Sozinho, percebo que a música está tentando me fazer companhia". li isto em algum lugar, parece que fui eu que escrevi.
Meu coração queima. Minha boca seca não alimenta meu estomago ácido, dói, tudo dói, o corpo todo dói, quente a pele eriçada de frio, a dor corrói o peito que vira geléia na lembrança deste amor efêmero, luto contra a ressaca que avassala minha, meu, sua, teu, amor, foi, luto, quando algo morre, luto, por o que não fomos um para o outro.
Meu bem
Meu bem
Você tem que acreditar em mim
Ninguém pode destruir assim
Um grande amor
Näo dê ouvidos à maldade alheia
E creia
Sua estupidez não lhe deixa ver que eu te amo
Meu bem
Meu bem
Use a inteligência uma vez só
Quantos idiotas vivem só
Sem ter amor
E você vai ficar também sozinha
E eu sei porque
Sua estupidez não lhe deixa ver que eu te amo
Quantas vezes eu tentei falar
Que no mundo não há mais lugar
Prá quem toma decisões na vida sem pensar
Conte ao menos até três
Se precisar conte outra vez
Mas pense outra vez
Meu bem
Meu bem
Meu bem
Eu te amo
Meu bem
Meu bem
Sua incompreensão já é demais
Nunca vi alguém tão incapaz
De compreender
Que o meu amor é bem maior que tudo
Que existe
Mas sua estupidez não lhe deixa ver
Que eu te amo

Salada de 7 grãos com berinjela assada , manjericão e cebolas douradas.
Salada de rúcula com tomate confit, parmesão e molho de queijo
Rigatoni aos tomatinhos, azeitonas, manjerona e cebola roxa.
Cebolas crocantes
Chegar ao Mercado da Cantareira e ser recebida pelo Mané na Casa Irmãos Borges é sensacional, o cara é uma simpatia, fala com todo mundo, brinca, cativa todas as pessoas que passam em frente de seu box... Sempre que chego lá ele me recebe com uma latinha de Skol e fica contando causos e receitas de família, ele é uma espécie de meu consultor, pergunto tudo, peço a ele que me venda aquele bacalhau ou a melhor opção de azeite, o funghi de melhor custo benefício, o queijo que está especialmente bom, enfim, sempre o Mané tem uma carta na manga e um preço amigo. Quando comecei a frequentar o Mercadão, à 15 anos atrás, andava por todos os corredores em busca de melhores preços e produtos, naquela época eu era crua e precisava encontrar bons fornecedores, eu rodava, rodava e acabava sempre naquele box cheio de simpatia, foi o Mané e é até hoje, que me deu as dicas de melhores opções de carnes, peixes, aves, iguarias, temperos e etc.
Na vida aprendi que as parcerias são sempre lucrativas, estabeleci uma relação de fidelidade com meus colegas de lá e raramente mudo o circuito, sempre compro a farinha de mandioca amarela no mesmo box, a carne , o peixe, as ervas . Por isso tenho certeza que nestes lugares que frequento estou tendo o melhor produto, pelo melhor preço.
Ontem estive lá em busca de inspiração para um novo cardápio que estou desenvolvendo, o Alessandro foi comigo e amou! Chegamos como de costume pelo Box do Mané, assim que ele nos viu mandou buscar três latinhas, ficamos lá papeando e falando sobre receitas de bacalhau, comendo queijo temperado com azeite e pimenta de biquinho , rindo muito... Fiz as compras que queria no Borges e fomos comer ostras na peixaria ao lado, em pé no balcão, de onde podíamos ver os peixes sendo limpos e levados por muitos clientes que ali passavam. Comemos um par, depois outro e outro... um clima de romance no ar, sedução e paixão, ali , em pé na peixaria, o cenário de vitrais coloridos e um balde com uma champanhe passando por dentro do balcão de peixes. Nós embriagados com aquela tarde de sábado no mercado.
Compramos uma dúzia daquelas ostras gordas e frescas de Santa Catarina, sardinhas portuguesas, carne de siri catado e lulas frescas, voltamos no Borges para buscar nossas compras e partimos para casa. Chegando em casa felizes com as compras, ficamos cozinhando bebendo cerveja e ouvindo música, fiz as cabeças das lulas confitadas em azeite , alho e páprica, fiz uns alhos assados, e lulas à doré, abrimos as ostras e chamamos o Ali e Ju para nos acompanhar. Foi uma tarde chuvosa e agradável. Só que não vou dar receita de nenhuma destas coisas que fiz ontem , mas da sardinha na Brasa que vou fazer.
Sardinha na Brasa
Sardinha portuguesa
Sal grosso moído na hora
Azeite
Salsinha picada
Cebola roxa laminada
Cubinhos de tomate
Em uma churrasqueira, com brasa forte e constante, coloque as sardinhas, já lavadas e temperadas com sal grosso, deixe por dois minutos de um lado e vire , deixe mais 2 minutos e sirva imediatamente, com limão, cebola, azeite e tomatinhos ou como preferir.
E está cansado...Como se estivesse se preparando para uma maratona, todos os dias , exercícios, testes, provas de fogo, quando penso que vou ter um tempinho para descansar, deixar ele quietinho, recuperando as forças, lá vem mais um teste, um exercício, uma prova de fogo. Antes, sedentário, quieto, mudo, trancado. Melhor assim, como agora , ativo, lubrificado, pulsante. Meu coração anda trabalhando demais... E está cansado....
Tem dias que a gente não sabe por onde começar, hoje acordei assim, sem letra maiúscula, longe de casa, longe do meu amor.
10,9,8,7,6,5,4,3,2,1.....Corriamos em Ipanema, Praça General Osório, cada qual com sua champa, começou a queima de fogos em Copa, viamos os clarões no céu, e paramos para nos abraçar, queria muito nesta hora estar com os pés nas águas, mas perdemos a hora.Fizemos uma ceia em casa, estava uma delícia, amigos, champanhe, caipirinhas, musica e muita risada.
Salada de Ano Novo
Alface rasgada
Rúcula só os brotos
Morangos 10 unid
Pinolli 10 gr
Parmesão ralado grosso 100 gr
Pesto de rúcula
Azeite 100 ml
Rúcula restante do maço (folhas maiores)
Sal 1 pitada
Parmesão 15 gr
Pinolli 5 gg
Bater no liquidificador e servir junto à salada.
Começou com uma cara de que ia ser mais um ano como qualquer outro, sem fortes emoções, em família, na praia do Joá, ceia gostosa, festa tranquila. Dia primeiro, um sol maravilhoso, praia vazia e limpa! Logo no primeiro mês já começamos a saber sobre os frutos da noite de Reveillon, minha irmã ficou grávida bem na virada! O Paulo já vinha grávido da Rafaela, dois sobrinhos iriam despontar no novo ano novo. A minha filhota lindinha passou na USP, fiquei toda toda. O ano começou a passar rápido, trabalho, amigos, trabalho, nada de amores, e foi passando nessa. Muita festa, muitos amigos reunidos, leve, delicioso. A Barbrinha veio morar com a gente e começou a cantar, depois a viagem, eu e a filhota, Europa, roteiro frenético, Madrid, Salamanca, Sevilla, Barcelona, Firenze, Roma, Londres, Paris, Amsterdan, Praga e Paris de novo, afinal é de praxe terminar as viagens lá, volta, e trabalho, muito trabalho, uma surpresa, o coração começou a bater mais forte por alguém, delicia, o ano acabou, amigos, festa, estamos aqui no Rio esperando a virada, vai ser na praia, em Ipanema. Feliz 2009 !!!
Fazia tempo que eu esperava por um Natal assim. Estes últimos dias vivi intensamente, muitas emoções, delícia!
Acordamos no dia 25 sem muita pretensão, a noite anterior tinha sido alegre para cada um de nós, cada qual com sua família, curtindo a festa de natal. Algumas horas de preguiça, um café, um tostex, e os amigos começaram a ligar, claro tínhamos que nos encontrar, festejar este ano tão amigo e festivo que passamos. Primeiro foi o Ali, o dono da receita, ao acaso, tinha comprado os ingredientes exatos para fazer este prato Armênio que ele tinha me ensinado. Enquanto a Ana Paula dava banho na Lali, eu e o Alê dávamos um jeito na casa, Lalita limpa, casa limpa. Dimas, manda cerveja!!!
É Natal, mensagens de paz e prosperidade pairam no ar, torpedos, e-mails, msns, todos enviam boas vibrações a todos, um dia em que o mundo deseja o melhor, presentes são comprados de ultima hora, ceias são preparadas, roupas são passadas, os cabeleireiros estão lotados, e eu aqui, pensando em que fazer, ainda não sei o que vou levar para a ceia, se bem que hoje tenho uma missão importante.
Estou escrevendo um caderno de receitas , um caderno mesmo, daqueles antigos, escritos a mão, para deixar para minha filha, meus netos, enfim...Hoje vou acompanhar a mãe Ila fazer o Peru e a Salada da Indonésia, para colocar neste caderno. Já falei da mãe Ila aqui, para mim ela é o maior símbolo do Natal, toda minha vida ela esteve presente, sempre dando amor, atenção, carinho, alegria, generosidade e paz!
Mãe Ila, obrigada por tudo, obrigada pela vida dedicada a nós, amamos você!
Chegamos no fim da tarde, sem hostel, não tínhamos reservado. Então fomos ao hostel que gostamos da internet, tentar, enfim não custava nada, quando chegamos no endereço, era uma praça, em obras, com uma obra gigante , parecendo as do César Maia, nossa que horror, fiquei apavorada, já estávamos caminhando a uma meia hora da estação de ônibus, tínhamos viajado 8hs desde Madrid, mas aí descobrimos que não era exatamente ali, chegamos ao Hostel, e realmente não tinha vaga, confesso que fiquei um pouco mau humorada, mas vai lá, sabia dos riscos, lá nos indicaram um hostal, fomos até lá, não era muito longe, chegamos e tinha quarto. Ufa! Um quarto espaçoso, com banheiro privativo, duas camas, lençol limpinho, e melhor, por 40 euros os dois dias eu e a Ana Paula, uma pechincha, nesta hora relaxei, e lembrei que Deus existia! Tomamos um banho e saímos para comer algo e dar um rolê, conhecer a cidade, comemos em um bar que havíamos visto no caminho que parecia tradicional, nossa foi ótimo, Pulpo a la gallega, cogollos!!! Ai que saudades estava de cogollos!! Foi ótimo.
Reestabelecidas saimos pela noite ver a nova cidade, nossa, que cidade magnífica! Chegamos andando no centro antigo, uma avenida larga, só pedestres e um trem ultra moderno, naquela cena, que se misturava à história daquela cidade, desde as épocas, romana, visigoda, moura, idade média, passando pelo renascimento e barroco. É verdadeiramente uma loucura aos olhos, que rebate o coração, é mágico, e dá vontade de ficar. Encontramos um bar cheio de jovens, muitos mesmo, ficamos curiosas e entramos para ver, tudo a um euro, qualquer coisa, tapas, cerveja, tudo!Quando chegamos em frente ao muro medieval do Real Alcázar de Sevilla, não tínhamos idéia do que iríamos encontrar, entramos, e a cada instante ficávamos mais emocionadas, como este palácio sempre serviu para moradia de reis de todas as épocas até hoje, ele corresponde precisamente as construções, destruições e sucessivas recuperações de um edificação magnânima, equilibrada, surpreendente.
Está chegando o Natal e a maioria das pessoas está enlouquecida, com, presentes, trânsito, ceia e etc...Lembro-me de nossos natais em família e penso, que farra! Meu pai nunca deixava de fazer a cena do papai Noel, HoHoHo, a gente ficava escondido atrás de alguma porta esperando ele chegar, fazer uma boquinha, deixar os presentes e partir em seu trenó, ficávamos ali, uns acreditando outros não. Hora da ceia: Peru, leitoa pururuca, farofa de miúdos, arroz de passas, salada da Indonésia, frutas secas, figos, cerejas, ameixas, damascos, nozes, avelãs, pudim de leite, rabanadas, ovos nevados e etc... Minha avó arrumava a mesa com muito charme, a toalha era passada a ferro quente na própria mesa para eliminar todos os vincos, velas, pinhas, bolas coloridas e frutas enfeitavam o centro da mesa, a melhor louça inglesa era escolhida, talheres de prata eram limpos 2 dias antes e os lindos copos de bico de jaca eram postos com amor e esmero. Eu adorava ajudar em tudo, dois dias antes eu ia para a casa da minha avó para cuidar com ela de cada detalhe. Hoje vida louca, cada parte da família em um lugar, minha vózinha com 92 anos espera animadamente pela noite de natal, falei com ela hoje, que saudades, ela disse estar gordinha, corada e com o cabelinho branco branco, fiquei com essa imagem linda dela no coração.
Rabanada
1 copo de leite
1 ovo
1 colh de sopa de açúcar
Açúcar e canela
Servir com frutas e chantilly, nesta foto servi com um creme inglês de menta.
Faço a rabanada de uma maneira bem simples, bato os ovos com o açúcar, leite e uma gotinha de baunilha, passo o pão amanhecido nesta mistura e coloco na frigideira anti-aderente sem óleo nem nada, deixo dourar bem dos dois lados, aí passo na mistura de canela e açúcar e sirvo ainda quente.
Situação adversa, ao mesmo tempo que tudo está claro, de repente escurece, e o coração em fogo, parece ser a única luz
Ao mesmo tempo que é real, é tátil, é sonoro, e encanta. Dá um medo terrível, parece aqueles sonhos que tive na infância, que eram enormes, volumosos, vazios, surdos, mas não tinham história.
De manhã:
Iogurte, pétalas de mini rosas desidratadas, um fio de água de rosas e mel.
Ótimo dia!!
Desde pequena viajei muito, minha família, todas as férias, formava o bonde e saía para um novo lugar, éramos 6 filhos, papai, mamãe e mãe Ila, meu pai tinha sempre um carro grande, íamos na frente e atrás uma Kombi com todas as provisões, brinquedos e etc. Cada ano meus pais escolhiam um lugar diferente no verão, de preferência na praia e ficávamos lá durante toda temporada, no meio do ano normalmente viajávamos só com minha mãe, nestas ocasiões normalmente íamos para o Rio ou para a casa de algum parente que gentilmente recebia a trempa toda, que fofos. Minha mãe era uma mulher dinâmica, animada e organizada, tudo era planejado e por mais numerosos que fossemos dava tudo certo!Lembro-me de algumas passagens, quase sempre relacionadas à comida, minha casa era movida a comida, almoços e jantares temáticos aconteciam com bastante frequência. Quando chegávamos à praia, saíamos como loucos para caçar sirí, minha mãe fazia no panelão, depois de temperado e cozido, quebrávamos a casquinha e chupávamos toda a carne até o último fio, ora caçávamos rã, mexilhão ou tatuí, tudo ia para a panela e saía maravilhoso, era uma diversão e tanto, acho que eram artifícios que minha mãe lançava para ter um pouco de tranquilidade, pois quando saíamos com lanterna e arpão nas mãos, comandados pelo Betinho, meu irmão mais velho, ela tinha uns minutos de sossego. Nas tardes chuvosas era uma jogatina de baralho, campeonatos eram travados e bolinhos de chuva com café saíam do fogão da mãe Ila, não tinha tempo ruim, sempre estávamos nos divertindo e nos amando.
Receita
Bolinho de chuva da Mãe Ila
Ovo - 2 unid
Leite - 300 ml
Farinha - 360 gr
Açúcar - 30 gr
fermento royal - 1 colh sobremesa
sal - 1 pitada
Açúcar, canela
Óleo de canola para fritar
Bater os ovos com o açúcar, até formar um creme, adicionar o leite, a pitada de sal, sempre batendo, juntar a farinha pouco a pouco, no final quando a massa estiver bem homogênea, juntar o fermento e colocar o óleo para aquecer, à colheiradas pingar os bolinhos na gordura quente, dourar por igual e escorrer em papel absorvente, passar na mistura de açúcar com canela e servir com café quentinho.
As vezes a gente, ops... quer dizer "eu", cometo algumas pequenas loucuras como: Tomar um sorvete Häagen-Dazs de manhã, comer uma porção de batatas fritas com aioli no meio da tarde, tomar uma garrafa de vinho sozinha lendo um livro e dormir sobre ele, sem entender muito bem as últimas linhas, andar de bicicleta sem capacete, viajar sozinha para algum lugar sem saber onde ficar ou o que fazer, ficar entre quatro paredes com uma pessoa quatro dias sem saber direito quem ela é e se deliciar com isso, sem pensar em o que vem depois.Todas elas tem uma coisa em comum, a famosa consequência, umas mais singelas e menos nocivas como por exemplo um aumento no peneuzinho, outras podem machucar e ainda outras podem causar uma enorme dor de cabeça, ou não, pode também depender da ordem, por exemplo: Se eu fosse logo após a batata frita dar uma pedalada, mesmo que sem capacete, os peneuzinhos não apareceriam, se depois dos quatro dias eu acordasse e fosse direto para uma loja Häagen-Dazs, a ansiedade diminuiria, se eu levasse o livro e o vinho na viagem, não ficaria sem ter o que fazer, logo, se fizer uma loucurinha seguida de outra tudo bem, hahahaha!
A vida em Salamanca tem outro ritmo, o tempo lá segue em nosso favor, a cidade é pequena e muito charmosa, sendo uma das mais antigas da Europa, é uma das cidades espanholas mais ricas em monumentos da Idade Média do Renascimento e das épocas clássica e barroca. Por isso a cidade transpira solidez, atravéz de suas ruas e edifícios de pedra, você caminha sempre ladeado por aquele contraste da cor terrosa das paredes, com um céu de um azul inacreditável. Lá tem o museu do art deco, tem uma catedral impressionante, que na verdade são duas que se enroscam, "la Vieya", do século XII, de estilo românico, e" la Nueva", muito maior , do século XVI e de estilo gótico, (aqui nesta foto vc pode ver claramente os dois estilos entrando um no outro) Na porta principal da catedral nova tem um astronauta, acredite, entre todos os símbolos cristãos entalhados no arco, ele está lá.
Salamanca é uma cidade linda, ensolarada, alegre, é um centro cultural fortíssimo pois toda a cidade está em volta de uma das principais universidades da Espanha. Salamanca é bucólica, histórica, quase romântica, se não fosse a quantidade de jovens espalhados por todos lados.
Ali se pode sentir o que é viver na Espanha, o que á comer jamon serrano a 2 euros, beber vinho a 3 euros e andar pelas ruas sem se cansar, o povo é amável, o Hostal que ficamos era baratíssimo e super confortável, e uma ótima localização, de manhã croissant...Croissant? Você deve estar se perguntando, mas sim, croissant. Foi por acaso que descobrimos, a cidade acorda tarde e nós vínhamos em busca de ganhar tempo, aproveitar, 8h da manhã lá é de madrugada, todos só saem nas ruas depois das 10h , os cafés só abrem as 10h, então neste amanhecer só havia a grata opção da portinha do croissant, o melhor é o de queijo de cabra,
Enfim Viajar pela história nas ruas de Salamanca, comendo muito Jamon Serrano, Pata negra ou Ibérico, é delicioso e barato.
Esta semana, mais precisamente terça feira, foi aniversário da Marina, fizemos uma festinha surpresa para ela, foi ótimo, adorei fazer de presente para esta amiga seu prato preferido, Strogonof, nossa quanto filé mignon! O Pabli escolheu o menu, aliás adoro as escolhas dele, sempre são pratos simples, mas que agente gosta de comer e repetir, este Strogonof que fiz é uma receita de família, diferente de todos que já vi por aí, é da minha mãe e na minha opinião o melhor de todos!